Sou grande fã desse autor português fantástico! Assim, irei periodicamente postar Poesias que contemple o mundo e as pessoas pensado por esse Autor ocultado em Alberto Caeiro,Ricardo Reis e Álvaro de Campos( Heterônimos)!
Comtemplo o lago mudo
Comtemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
(Fernando Pessoa, in Cancioneiro)
Quando ele fala que o lago mudo é estremecido por uma brisa, me faz pensar da seguinte forma: Seria possível? Como algo pequeno e superfluo capaz de mexer isso? O que estremece o homem?
Ao se referir ao sonho, meditei que a irrealidade está tão presente na realidade como a forma dialética de meditar aspectos da vida. Podemos ter várias vidas nessa experiÊncia terrestre e breve? De que forma?
Nenhum comentário:
Postar um comentário